A tecnologia de deepfake, que utiliza inteligência artificial para criar vídeos e áudios falsos extremamente realistas, tornou-se uma ferramenta perigosa nas mãos de golpistas, que podem clonar a voz e a imagem de familiares para simular situações de emergência, como problemas em caixas de supermercado, solicitando transferências via Pix. A técnica é tão sofisticada que consegue sincronizar perfeitamente a fala com os movimentos labiais, tornando difícil a distinção entre o que é real e o que é fabricado.
O especialista em IA, Márcio Carneiro alerta que o processo de criação dessas falsificações está cada vez mais simples e acessível, não exigindo profundo conhecimento técnico. Atualmente, basta um pequeno trecho de vídeo ou áudio capturado na internet para que a inteligência artificial consiga clonar a voz e as expressões de uma pessoa. Isso permite que os criminosos realizem até chamadas de vídeo falsas, tentando convencer as vítimas de que ganharam prêmios inexistentes ou que parentes estão em apuros.